Melhor metodologia para organizar os SKUs no estoque
Melhor metodologia para organizar os SKUs no estoque

Qual é a melhor metodologia para organizar os SKUs no estoque?

A melhor metodologia para organizar SKUs no estoque não está em uma única técnica isolada, mas na combinação estratégica de curva ABC, endereçamento, slotting e classificação, tudo sustentado por uma boa organização física do armazém.

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A melhor metodologia para organizar SKUs no estoque não está em uma única técnica isolada, mas na combinação estratégica de curva ABC, endereçamento, slotting e classificação, tudo sustentado por uma boa organização física do armazém. Quando essas frentes trabalham juntas, o resultado é um estoque capaz de reduzir tempo de picking, otimizar a área de armazenagem e sustentar o crescimento da operação sem virar um caos conforme o número de itens aumenta.

Por que a organização de SKUs é mais estratégica do que parece

Muitas empresas tratam a organização do estoque como uma tarefa operacional simples, quase intuitiva. Só que, à medida que o número de SKUs cresce, essa percepção muda rapidamente. Um armazém com centenas ou milhares de variações e itens exige metodologia e não apenas boa vontade da equipe. A forma como os produtos são organizados impacta diretamente o tempo de separação, a acuracidade do inventário e até a ergonomia dos operadores.

Organizar bem os SKUs não é apenas uma questão de arrumação, é uma decisão estratégica que conecta layout, dados de venda e tecnologia.

Organização física: o ponto de partida de qualquer metodologia

Antes de qualquer classificação ou sistema de endereçamento, existe a organização física do armazém, o desenho do layout que vai receber toda a operação. Isso envolve pensar no fluxo de entrada e saída de mercadorias, na frequência de movimentação de cada tipo de produto, no espaço disponível e na ergonomia de quem realiza o picking diariamente.

Um layout mal planejado gera corredores sobrecarregados, áreas subutilizadas e produtos de alto giro posicionados longe da área de separação. O resultado é um deslocamento desnecessário dos operadores, que caminham mais do que deveriam para buscar poucos itens. Por isso, antes de pensar em ampliar o espaço físico, muitas operações descobrem que o verdadeiro problema está na forma como o estoque foi distribuído e não na falta de metragem.

Curva ABC: priorizando o que realmente importa

Uma vez que o layout físico está bem estruturado, entra em cena a curva ABC, também conhecida como Análise de Pareto. Essa ferramenta classifica os produtos de acordo com sua importância, considerando valor de consumo ou participação no faturamento. Na prática, ela costuma revelar que uma pequena parcela dos SKUs, geralmente próxima de 20%, é responsável pela maior parte do resultado financeiro da empresa.

Os itens são divididos em três categorias. A categoria A reúne os produtos de alto valor de consumo ou demanda/giro. A categoria B engloba itens de importância intermediária. E a categoria C, concentra os produtos de menor impacto individual, mas que, somados, ainda representam parte relevante do estoque. Aplicar essa lógica permite direcionar esforço, espaço e prioridade de reposição para onde eles realmente fazem diferença.

Endereçamento: transformando a organização em localização

Com os produtos classificados, o próximo passo é o endereçamento, a técnica que atribui uma posição fixa ou dinâmica para cada item dentro do armazém. Funciona como um CEP para cada produto, uma combinação de rua, módulo, nível e posição que define exatamente onde a mercadoria pode ser encontrada.

Sem um endereçamento estruturado, cada busca se transforma em um pequeno exercício de tentativa e erro. Com ele, o operador sabe exatamente  aonde ir, sem perder tempo procurando e minimizando o risco de coletar o produto errado. É importante lembrar que o endereço é atrelado à posição fixa do armazém e os SKUs são organizados dentro deles. Ele não precisa ser fixo para sempre, ele pode, e deve, ser ajustado conforme o comportamento de venda da empresa muda.

Slotting: a ciência por trás do posicionamento ideal

É justamente aí que entra o slotting, a metodologia que define, com base em dados, qual é o melhor endereço para cada item dentro do armazém. Diferente de um endereçamento estático, o slotting considera fatores como giro de estoque, peso, dimensões e sazonalidade para posicionar cada SKU no local mais eficiente.

Produtos de alta rotatividade, geralmente aqueles classificados como categoria A na curva ABC, devem ocupar posições de fácil acesso, mais baixas e próximas à área de expedição. Já os itens de menor giro podem ficar em posições mais distantes ou mais altas, sem prejudicar a produtividade geral da operação. O grande diferencial do slotting é sua natureza dinâmica, o posicionamento ideal de hoje pode não ser o mesmo de alguns meses depois, à medida que o comportamento de vendas muda.

Classificação de SKUs: além do giro, outros critérios que contam

Embora a curva ABC seja a base mais comum de classificação, outros critérios também merecem atenção na hora de organizar o estoque. Características físicas, como peso, fragilidade e tamanho, influenciam diretamente onde e como um item deve ser armazenado. Produtos que exigem cuidados especiais, ou licenças específicas, como produtos químicos, de lote e validade, ou sensibilidade à temperatura, também demandam uma lógica própria de classificação e endereçamento.

Combinar a curva ABC com esses critérios complementares evita erros comuns, como posicionar um item pesado em uma estrutura que pode não suportar, ou armazenar produtos frágeis junto a itens que exigem movimentação intensa. Uma classificação bem feita reduz avarias, melhora a segurança da operação e sustenta a eficiência do picking.

Boas práticas para manter a organização ao longo do tempo

Organizar o estoque uma única vez não é suficiente. A operação muda, a sazonalidade impacta o giro dos produtos e novos SKUs entram no catálogo constantemente. Por isso, algumas boas práticas ajudam a manter a organização sustentável ao longo do tempo.

Revisar periodicamente a curva ABC é essencial, já que a importância relativa dos produtos muda conforme o comportamento de vendas. Reavaliar o slotting com a mesma frequência evita que produtos de alto giro fiquem presos em posições antigas, que já não fazem mais sentido. Manter a padronização dos processos de endereçamento, evitando decisões improvisadas de última hora, também é fundamental para que a organização não se degrade com o tempo. E, por fim, medir indicadores como acuracidade de inventário e tempo médio de picking ajuda a identificar rapidamente quando algo na organização começou a sair do controle.

O papel do WMS na governança de SKUs e endereçamento

Aplicar curva ABC, slotting, classificação e endereçamento manualmente, por meio de planilhas, é possível em operações pequenas, mas rapidamente se torna insustentável conforme o número de SKUs cresce e o tamanho do armazém aumenta. É nesse ponto que o WMS se torna indispensável.

O WMS da Stokki centraliza toda essa governança de endereçamento, com diversas possibilidades de parametrizações para a melhor sugestão de alocação de SKUs dentro do armazém. Em vez de depender de decisões manuais e sujeitas a erro, a operação passa a contar com regras inteligentes de endereçamento e reabastecimento de picking, com rastreabilidade total sobre onde cada item está dentro da operação. Para entender em detalhes como aplicar esse endereçamento na prática, vale a leitura do artigo completo sobre endereçamento de estoque.

Se a sua operação ainda organiza os SKUs de forma manual ou improvisada e sente o impacto disso no tempo de picking e na acuracidade do estoque, talvez seja hora de contar com um sistema pensado para essa governança. 

Fale com um especialista da Stokki e descubra como o nosso WMS pode transformar a organização do seu armazém em vantagem competitiva.

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