KPIs logísticos são o ponto de partida para quem precisa transformar a rotina do armazém em decisões mais inteligentes e estratégicas. Do recebimento à expedição, cada movimento da operação deixa rastros valiosos em forma de dados, que revelam gargalos, desperdícios, falhas de processo e oportunidades concretas de ganho em produtividade, custo e nível de serviço.
Ou seja, ignorar esses sinais significa operar no escuro e repetir erros que poderiam ser evitados. É justamente por isso que, em um cenário de margens cada vez mais apertadas, clientes mais exigentes e operações mais complexas, acompanhar KPIs deixou de ser opcional.
Esses indicadores conectam estratégia e execução, mostram o que está funcionando, o que precisa de ajuste e onde direcionar investimentos para gerar impacto real.
Portanto, se o objetivo é aprimorar a operação de armazenagem, o primeiro passo é entender quais indicadores acompanhar, como analisá-los corretamente e de que forma a tecnologia pode transformar dados em controle e eficiência. Continue a leitura para saber mais!
Quais os principais KPIs logísticos por etapas do processo de armazenagem?
Quando analisados por etapa, os KPIs oferecem uma visão mais estratégica do desempenho do armazém. Cada fase do fluxo, como recebimento, endereçamento, separação (picking), conferência (packing) e expedição, exige indicadores específicos. Esse acompanhamento permite identificar gargalos, comparar resultados, prever impactos e direcionar melhorias com mais assertividade e controle operacional.
A seguir, confira os principais KPIs logísticos que devem ser acompanhados em cada etapa do processo de armazenagem e entenda a sua importância para o melhor desempenho da operação.
KPIs de Recebimento
O recebimento é a porta de entrada do estoque e define a confiabilidade de toda a operação logística posterior. Qualquer falha nessa etapa, seja de conferência, registro ou tempo de processamento, tende a se propagar ao longo do armazém e impactar endereçamento, separação, inventário e expedição.
Por isso, monitorar essa fase com KPIs bem definidos é fundamental para garantir fluidez, acuracidade e base sólida para todas as decisões operacionais que vêm a seguir. Entenda!
1. Tempo médio de recebimento (lead time de entrada)
Indicador que mede quanto tempo a operação leva desde a chegada da mercadoria no armazém, conferência, até a liberação para armazenagem. Quanto menor, maior a eficiência do fluxo inicial e menor o risco de gargalos e filas no pátio.
2. Acuracidade no recebimento
Avalia se a quantidade e os SKUs recebidos correspondem ao que consta no pedido de entrada, compra ou nota fiscal. Em geral, a baixa acuracidade gera divergências de estoque, retrabalho e impacto direto nos demais KPIs. Também alerta sobre problemas com fornecedores ou na produção interna.
3. Produtividade por colaborador no recebimento
Mostra quantas unidades ou volumes cada operador processa por período. É uma métrica importante, pois ajuda a dimensionar equipes, turnos e identificar oportunidades de automação.
KPIs de Endereçamento
O endereçamento correto e controlado do estoque garante fluidez, organização e eficiência ao longo de toda a operação logística. Quando os produtos são armazenados nos locais adequados, o armazém reduz deslocamentos desnecessários, evita erros na separação e otimiza o uso do espaço disponível.
Dessa forma, acompanhar os KPIs específicos dessa etapa é essencial para manter a operação ágil, padronizada e preparada para sustentar volumes maiores sem perder controle.
Saiba mais!
4. Taxa de endereçamento correto
Indica o percentual de itens armazenados no local adequado. Quando ocorrem falhas nesse KPI, é comum que o tempo de picking aumente. Além disso, a operação pode sofrer perdas que comprometem a acuracidade.
5. Tempo médio para endereçamento
Mede o intervalo entre o recebimento e a alocação do produto no endereço definitivo no armazém. Em resumo, um tempo elevado impacta a disponibilidade de estoque e o cumprimento de prazos.
6. Utilização de espaço do armazém
Avalia o aproveitamento físico dos endereços e é um dos KPIs mais importantes para controlar custos de armazenagem e evitar expansão desnecessária.
KPIs de Separação / Picking
O processo de separação, ou picking, costuma concentrar uma grande parcela dos custos operacionais do armazém, especialmente por envolver alta dependência de mão de obra e deslocamento interno.
Desse modo, qualquer ineficiência nessa etapa impacta diretamente prazos, nível de serviço e retrabalho, o que torna essencial acompanhar KPIs específicos para equilibrar produtividade, acuracidade e velocidade. Esse cuidado assegura que os pedidos avancem corretamente para as próximas fases da operação.
Veja!
7. Tempo médio de picking por pedido
Indica quanto tempo a operação leva para separar um pedido completo. Esse KPI influencia diretamente o SLA e a capacidade diária de expedição.
8. Taxa de erro de separação
Mostra a frequência de pedidos com separação incorreta. É uma métrica importante, visto que erros no picking geram retrabalho, custos com devoluções e queda na satisfação do cliente.
9. Produtividade do picking
Mede quantas linhas ou unidades são separadas por operador em determinado período. Entre os KPIs logísticos, este é fundamental para avaliar métodos, como picking por pedido, picking por onda, ou batch picking.
KPIs de Conferência / Packing
A etapa de conferência final do pedido, também conhecida por packing ou check out é a etapa que conecta a separação à expedição e tem impacto direto tanto nos custos da operação quanto na experiência do cliente final.
Embalagens inadequadas, falhas de conferência, etiquetagem, documentação ou processos lentos podem gerar avarias, atrasos e erros de envio. Por isso, monitorar essa fase é essencial para garantir segurança, padronização e eficiência antes do envio dos pedidos.
Conheça os principais KPIs dessa etapa.
10. Tempo médio de packing por pedido
Avalia a velocidade da etapa de embalagem. Gargalos aqui atrasam a expedição, mesmo que a empresa tenha um processo de picking eficiente.
11. Índice de conferência correta
Mede se os itens embalados correspondem, de fato, ao pedido. Esse KPI reduz erros de envio, contestações posteriores e contribui para a satisfação dos clientes.
12. Custo de embalagem por pedido
Ajuda a controlar os insumos utilizados, identificar possíveis desperdícios, materiais inadequados e oportunidades de padronização, sendo um KPI que influencia diretamente na redução de custos logísticos.
KPIs de Expedição
A expedição representa o fechamento do ciclo operacional da armazenagem, pois é quando o pedido sai para entrega e passa para a gestão das transportadoras, rumo ao seu destino final.
Qualquer erro nessa etapa compromete prazos, gera insatisfação e aumenta custos com devoluções. Assim, acompanhar os KPIs de expedição é indispensável para garantir cumprimento de SLAs, previsibilidade nas entregas e um serviço de alto nível ao cliente.
Confira os principais!
13. Lead time de expedição
Mostra quanto tempo o pedido leva desde o packing até a saída do armazém. Ou seja, é um indicador essencial para cumprir SLAs e melhorar a previsibilidade.
14. OTIF (On Time In Full)
Avalia se o envio dos pedidos ocorre no prazo e de forma completa. Esse é um dos KPIs mais estratégicos para medir o nível de serviço da operação logística.
15. Taxa de erro na expedição
Indica falhas no envio, como quantidade de volumes errados, pedidos trocados ou incompletos, o que impacta diretamente a reputação da operação.
Como fazer um bom processo de armazenagem?
O primeiro passo é investir na padronização, com layout bem definido e regras precisas para cada etapa. Quando essas práticas se conectam aos KPIs logísticos, a gestão ganha mais entendimento sobre o desempenho real, os custos e as oportunidades de melhoria na operação.
Além disso, estruturar bem os processos reduz a dependência operacional de pessoas específicas, aumenta a previsibilidade e facilita a escalabilidade. Afinal, sem indicadores, qualquer ajuste vira tentativa e erro.
Quais são os tipos de armazenagem?
A escolha do modelo de armazenagem influencia diretamente os KPIs e os custos da operação. Entre os tipos, destacam-se:
- Armazenagem própria: a empresa administra toda a estrutura, equipe e tecnologia. Garante controle total, mas exige alto investimento e maturidade operacional;
- Armazenagem contratada: modelo intermediário, em que a empresa aluga espaço e parte dos serviços. Pode reduzir custos fixos, mas exige gestão cuidadosa de SLAs;
- Armazenagem terceirizada (3PL): o operador logístico assume a operação, entretanto, o sucesso depende fortemente do acompanhamento de métricas para garantir performance e transparência.
Tecnologia na armazenagem: a base para KPIs logísticos confiáveis
Controlar a armazenagem sem tecnologia significa depender de planilhas, anotações manuais e informações desencontradas. O resultado aparece rápido: atrasos, falta de visibilidade e dificuldade para confiar nos KPIs. Um WMS muda o cenário, pois registra cada movimentação do estoque em tempo real, do recebimento à expedição, eliminando falhas humanas e retrabalho.
Com a automação dos processos e o uso de coletores de dados, os indicadores passam a refletir a realidade da operação, não estimativas.
Dashboards atualizados, alertas automáticos e histórico detalhado, por exemplo, permitem acompanhar o desempenho por etapa, identificar gargalos com rapidez e agir antes que pequenos desvios virem grandes problemas.
Assim, a tecnologia deixa de ser apenas suporte operacional e se torna a base para decisões mais estratégicas e previsíveis na armazenagem.
Conheça o WMS da Stokki: o aliado na gestão de KPIs logísticos
O WMS da Stokki foi desenvolvido para operações que precisam escalar sem perder controle e transformar KPIs logísticos em instrumentos reais de gestão. A plataforma conecta recebimento, endereçamento, picking, packing e expedição em um único sistema, com rastreabilidade total, automação via coletor de dados e dashboards claros por etapa do processo.
Além de garantir dados confiáveis, o WMS da Stokki facilita a leitura e o uso dos indicadores no dia a dia.
Desse modo, a operação ganha visibilidade sobre produtividade, erros, SLAs e níveis de estoque, enquanto a gestão consegue enxergar tendências, corrigir desvios rapidamente e planejar o crescimento com mais segurança.
É assim que os KPIs deixam de ser apenas números e passam a orientar decisões que aumentam a eficiência logística, reduzem os custos e elevam o nível de serviço.
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