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Startup de logística quer revolucionar os modelos de armazenagem e distribuição logística no Brasil

Com a ascensão do modelo de armazenagem on-demand pelo mundo, a startup Stokki traz a aplicação desse novo conceito para o Brasil e busca flexibilizar e facilitar as operações logísticas das empresas, através de sua plataforma integrada de gestão e a sua rede de fornecedores cadastrados por todo o país.

andrea

25 de mayo de 2021

A transformação digital do mercado, acelerada ainda mais em função da pandemia, trouxe a necessidade de modernizar e modificar diversos setores que ainda apresentavam baixo grau de inovação no Brasil. E esse era o caso do setor de armazenagem

Embora diversos armazéns utilizem tecnologia de ponta para gerir a sua operação interna, para as empresas que contratam seus serviços, ainda existem diversos fatores que parecem não acompanhar a evolução exigida pelo mercado, tais como: informações pulverizadas, operações engessadas, dificuldade em encontrar novos fornecedores e em comparar orçamentos, demora para iniciar uma nova operação, sistemas de gestão desconexos, contratos longos, mínimos exigidos e falta de transparência nas negociações.

Além disso, a pandemia exigiu transformações rápidas nas operações, devido à necessidade do distanciamento social e às consequentes mudanças no comportamento de compra da população, com o aumento das vendas online, das entregas fracionadas e a diminuição na previsibilidade de demanda.

Como o modelo de armazenagem on-demand pode dinamizar a operação logística das empresas?

O conceito de armazenagem on-demand, implementado pela startup Stokki, quer dinamizar o mercado e trazer escalabilidade e flexibilidade nas operações logísticas, permitindo que as empresas possam lidar melhor com as flutuações de estoque e as mudanças no comportamento de compra de seus clientes, além de integrar todo o fluxo de informações da sua cadeia logística, mesmo trabalhando com uma rede formada por diferentes fornecedores.

Segundo Edison Kwecko, CEO da Stokki: “A ideia é trabalhar com o espaço ocioso dos operadores logísticos e proprietários de armazéns e, assim, conseguir capitalizar e fazer uso produtivo de sua capacidade excedente, com contratos flexíveis, sem mínimos exigidos, aliados a preços competitivos«.

Assim, o modelo on-demand aplicado ao armazenamento de produtos possibilita que as empresas possam planejar estratégias de curto prazo para operações spot, trabalhar melhor os picos de sazonalidade, implementar com mais agilidade seus planos de contingência, além de testar novos mercados e produtos a um risco mais baixo.

Outro grande benefício é reduzir o tempo de entrega e os custos com frete ao trabalhar com uma rede de distribuição mais pulverizada, mais estratégica, mas sem perder tempo integrando diversos sistemas e informações, já que a gestão da rede é toda integrada pelo software da startup.

Ainda, segundo Edison, uma das intenções de implementar esse modelo no Brasil  é justamente poder atender às necessidades das empresas face ao crescimento do e-commerce no país e ao aumento da exigência dos consumidores em relação aos prazos de entrega e aos valores de frete: “O armazenamento sob demanda permite às empresas posicionarem seus estoques de forma mais estratégica e descentralizada, próxima de seus maiores pontos de consumo, reduzindo, assim, custos com transportadora e encurtando a última milha”.

Mais um ponto positivo sobre o modelo de armazenagem sob demanda é que, graças à flexibilidade de contratos, ele permite que as empresas lidem melhor com as mudanças do mercado, possibilitando um planejamento estratégico mais dinâmico, de curto prazo e em pequenos volumes. “As empresas poderão lidar melhor com situações inesperadas e traçar diferentes estratégias devido à flexibilidade que o modelo proporciona”, complementa Andrea Nemoto, CMO e co-fundadora da Stokki.

O futuro do mercado de armazenagem e a descentralização da cadeia de suprimentos.

Segundo pesquisa realizada pela GMC, com executivos de logística e supply chain de grandes empresas, as principais mudanças nas áreas operacionais de logística nos próximos anos deverão estar ligadas à omnicanalidade, descentralização de centros de distribuição, gestão preditiva de transportes e estoques e personalização de serviços e produtos

A omnicanalidade, que já é uma realidade para as grandes redes de varejo, apresenta um desafio e uma complexidade ainda maior no planejamento logístico, principalmente em relação à gestão de estoque e distribuição: tanto em quantidade, quanto em posição geográfica. 

Em um ambiente que oferece tantas possibilidades, como o da omnicanalidade, mudanças são constantes quando se trata de previsão de demanda, já que permite ao consumidor escolher dentre vários canais a forma mais conveniente de comprar e receber o produto, variando também de acordo com fatores comportamentais, econômicos e tecnológicos de cada um.

Em 2021, 49% dos consumidores afirmaram que pretendem mesclar suas compras entre ambientes online e lojas físicas e 52% esperam poder continuar comprando por canais alternativos, como Whatsapp e Instagram. É o que revela a pesquisa “Jornada omnichannel e o futuro do varejo”, feita pela Social Miner, em parceria com a Opinion Box

Isso tudo só reforça a necessidade de flexibilização e rápida escalabilidade nas operações de armazenagem, trazidas pelo conceito on demand aplicado pela Stokki. A operação sob demanda possibilita a rápida alocação de estoque em diversos pontos estratégicos, baseado em um sistema pay per use, com gestão integrada das informações sobre inventário, pedidos e total visibilidade da cadeia logística. Isso tudo não só facilita a operação, mas também traz insights e dados importantes para os empresários poderem executar um planejamento estratégico mais preditivo.

Próximos passos

A startup Stokki, que nasceu em 2019, com a missão de democratizar e descomplicar a logística para empresas de todos os tipos e tamanhos, já validou o seu MVP e passou o ano de 2020 desenvolvendo o seu novo SaaS, que integra as informações de toda a operação logística da sua rede. Passou de um marketplace de busca e contratação de fornecedores, para um SaaS Enabled Marketplace, que alia a facilidade desse modelo a um software de gestão de pedidos e inventário

Diferentemente dos fulfillments oferecidos pela Amazon (FBA), Mercado Livre (Mercado Envios Full) e outros grandes marketplaces brasileiros, as operações disponíveis na Stokki são independentes do canal de venda e podem ser moldadas de acordo com as necessidades de cada negócio.

Em sua rede, possui desde smart lockers e self storages, para operações mais simples, na modalidade de autosserviço, até operadores logísticos 3PL e 4PL, com diversas filiais no Brasil, especializados em diversos tipos e tamanhos de carga: fracionada, grande porte, granel, paletizada, temperatura ambiente, controlada, congelada, entre outras.

Os planos da Stokki para 2021 são de captar recursos para poder investir ainda mais no desenvolvimento do seu software de gestão e inteligência, ampliar a sua rede de fornecedores, além de aumentar seus esforços nas áreas de marketing e vendas, visando tornar a sua proposta de valor amplamente conhecida. “Sabemos que as logtechs estão em alta no momento e existem vários entrantes no mercado. Nós já percorremos um caminho de validação e desenvolvimento de produto e queremos tornar o serviço da Stokki cada vez mais útil, inteligente, preditivo e eficiente, para facilitar a vida dos empresários e profissionais de logística e supply chain. Nós sabemos que não podemos parar de inovar e de fazer sentido para nossos clientes”, finaliza Edison Kwecko.

Notícia orginalmente publicada em março de 2021, em: ABOL, Mundo do Marketing, Mundo Logística, Tecnologística e Terra

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